União de Freguesias de Guilhadeses e Santar

Informação Sumária

Padroeiro: Santo André.
Habitantes: 1.119 habitantes (I.N.E.2011) e 982 eleitores em 05-06-2011.
Actividades Económicas: Agricultura e comércio.
Feira: Quinzenal, às quartas-feiras.
Festas e Romarias: Pascoela (domingo seguinte à Páscoa), Santo António (13 de Junho) e Festa do Emigrante (Agosto).
Património Cultural e Edificado: lgreja Paroquial, capelas de Santo António e de S. Bento e Casa dos Pedrosas.
Colectividades: Associação Recreativa e Cultural de Guilhadeses.

Padroeira: Nossa Senhora da Purificação.
Habitantes: 164 habitantes (I.N.E.2011) e 175 eleitores em 05-06-2011.
Actividades Económicas: Agricultura.
Festas e Romarias: Senhora da Graça.
Património Cultural e Edificado: Igreja paroquial e Casa Grande.
Outros Locais de Interesse Turístico: Ponte de Santar no rio Vez.

Resenha Histórica
Guilhadeses

Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Guilhadeses é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado efectuar pelo rei D. Dinis, para o pagamento de taxa, Guilhadeses foi taxada em 80 libras.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença, foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta até 1512.
Nesta ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
Quando entre 1514 e 1532, o arcebispo D. Diogo de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, Guilhadeses rendia 39 réis, dois ferros de arado e 100 alqueires de pão.
Na avaliação efectuada em 1546, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, o seu estipêndio foi calculado em 20 mil réis.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, Guilhadeses era da apresentação do arcebispo e e de alguns padroeiros. Era-lhe anexa em vida a de Senharei.
Segundo Américo Costa, era abadia da apresentação da Casa dos Senhores de Ponte da Barca, os Meneses e Barretos, da cidade de Braga.
Em termos administrativos, esta freguesia fez parte, em 1839, na comarca de Ponte de Lima e, em 1852, na de Arcos de Valdevez.

Santar

Quando, entre 1514 e 1532, o arcebispo D. Diogo de Sousa mandou avaliar os benefícios eclesiásticos da comarca de Valença do Minho, incorporados na diocese de Braga, Santa Maria de Santar rendia 50 alqueires de pão.
Em 1546, no registo da avaliação daquelas igrejas, a que se procedeu no tempo do arcebispo D. Manuel de Sousa, Santa Maria de Santar figura como sendo da apresentação da comenda de Távora, com um rendimento de 16 mil réis.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, a igreja de Santa Maria de Santar figura também como sendo da apresentação da comenda de Távora, de quem era anexa.
Segundo Américo Costa, a sua igreja paroquial, da evocação de Santa Maria pertenceu, anteriormente a 1830, ao distrito eclesiástico de Valença e arcebispado de Braga.
Pinho Leal refere que metade dos dízimos desta igreja pertenciam a Paçô, cujo vigário era obrigado a administrar os sacramentos aos povos de Santar.
Em termos administrativos, a freguesia de Nossa Senhora da Purificação, ou das Candeias, esteve anexada a Tabaçô nos anos de 1890 a 1930, passando, em 1936, por força do decreto-lei nº 27424, de 31 de Dezembro, a constituir uma freguesia autónoma. Chegou a ser denominada Tabaçô e Santar.
Os primeiros assentos de baptismos, casamentos e óbitos dos livros desta paróquia remontam ao ano de 1771, sendo vigário Frei Bento Pereira Bacelar. Neles a igreja paroquial é muitas vezes designada por “Igreja de Santa Maria de Santar da sagrada religião de Malta”.

Heráldica

Parecer emitido em 21 de Outubro de 2014, pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Em 19 de Dezembro de 2014, o Parecer, por proposta desta Junta de Freguesia, foi aprovado em sessão de Assembleia da Freguesia da União das Freguesias de Guilhadeses e Santar.

Publicado em Diário da República n.º43 de 3 de Março de 2015.

Brasão: escudo de ouro, ponte de dois arcos de negro, lavrada de prata, firmada nos flancos e movente de uma campanha ondada de três tiras ondadas de azul e prata, encimada por rosa heráldica de vermelho botoada de prata e folhada de verde e dois peixes de vermelho, animados do campo, e realçados de prata, o da dextra volvido. Coroa mural de prata com três torres aparentes. Listel de prata com a legenda a negro, em maiúsculas, “UNIÃO DAS FREGUESIAS DE GUILHADESES E SANTAR “.

Bandeira: vermelha; Cordão e borlas de vermelho e prata. Haste e lança de ouro.

Selo: nos termos do artº 18 da Lei 53/91, com a legenda “União das Freguesias de Guilhadeses e Santar.

Processo e desenho elaborado por Carlos Alberto Mouteira Fernandes

Brasão: escudo de azul, com três peixes, dois de ouro e um de prata, realçados de negro e animados de vermelho, campanha de prata e azul de quatro tiras ondadas. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “GUILHADESES”.

Bandeira: amarela. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

Selo: nos termos da Lei, com a legenda: “Junta de Freguesia de Guilhadeses – Arcos de Valdevez”.
Parecer emitido em 21 de Abril de 2005, pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses.

Em 02 de Junho de 2005, o Parecer, por proposta desta junta de Freguesia, foi aprovado em sessão da Assembleia da Freguesia de Guilhadeses.

Processo e desenho elaborado por Vidal Araújo Sotto Mayor Paredes.

Brasão: Escudo de ouro, com uma ponte de dois arcos a negro, lavrada de prata, firmada nos flancos e movente de uma campanha ondada de azul e prata de três tiras; em chefe, uma rosa de vermelho, com pé de verde e folhada do mesmo. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro : “ SANTAR – ARCOS DE VALDEVEZ “.

Bandeira: De verde. Cordão e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.

Processo e desenho elaborado por Vidal Araújo Sotto Mayor Paredes.

Autarcas

Eugénio Eduardo Rodrigues Coutinho Fernandes

Presidente

João Hernâni Dias Barros

Secretário

António Coelho de Azevedo

Tesoureiro